Considerações Acadêmicas Sobre Cultura Racional

1ª. Consideração:

 

Prof. GASPAR S. M. RODRIGUES PEREIRA – Prof. De Mecânica Celeste da UFRJ e UFF.

Achamos o Livro UNVERSO EM DESENCANTO, notável pelas revelações que contem sobre os problemas cruciais da existência humana. A leitura, a partir das primeiras páginas, poderá não despertar o interesse do leitor desatento e dotado de alguma formação científica. Isso é explicável, porque o Livro visa à humanidade e não aos homens de ciência de um modo particular. Se porém, a leitura for feita de forma reflexiva, tudo mudará e as verdades envolventes que emanam de suas páginas dominarão por fim.

O Livro contem somente verdades e ensina usá-las no interesse da Redenção dos Homens. A linguagem é específica, violenta, por vezes, assemântica, atribuindo conteúdo novo a vocábulos, criando outros, recorre a imagens e processos elementares. Afasta-se dos Cânons da ciência e da filosofia oficiais. Mas comunica o conhecimento substancial, atingindo assim, a meta.

O homem culto não deve perder de vista que a linguagem é uma estrutura lógico-formal, edificada para comunicar o pensamento e que uma teoria pode ser exposta, fazendo uso de diversas linguagens ( linguagens e não língua, cumpre distinguir as duas categorias ). A escolha de uma determinada linguagem é uma questão de comodidade apenas. O Livro fez a sua opção.

A linguagem usada no Livro UNIVERSO EM DESENCANTO é, segundo nos parece, a mais indicada, pela leveza e pelo poder de comunicação sem restrição de leitores que oferece.

O Livro é uma obra de cosmogonia, no sentido amplo e metafísico do conceito, em que se introduz e se explica a concepção do Universo; a sua origem é o seu termo, a partir de uma realidade suprema, de um Metauniverso a que denomina: MUNDO RACIONAL. Esta realidade nos é dada como uma revelação vinda de poderes que transcendem os poderes humanos. Ela associa a intuição à razão; é intuitiva e não contrária às normas da razão; é a fusão da origem da causa e do efeito, como realidade inicial, porque não há efeito sem causa.

Ali, encontramos esclarecido o mistério da vida. A vida encontra-se como um tecido que vincula os seres Racionais que somos, ao Cosmo. Cosmo este, que se apresenta como o antimundo do Metauniverso, realidade inicial. O livro revela que esta vida nos mantém fora do nosso verdadeiro “habitat”, que é o MUNDO RACIONAL. E diz que isso, a nossa queda daquele paraíso, aconteceu porque os seres ali vivendo, no Super Mundo Racional são livres, como exige a condição de seres perfeitamente felizes. Podiam usar do livre-arbítrio e optar pelo Grande Mundo ou antimundo. Aqueles, e somos nós, que fizeram a segunda opção, aqui se encontram e travam a batalha da vida: quem nasce deve morrer.

Mas a morte não significa o aniquilamento, esclarece-nos o Livro. A morte é apenas um ponto singular da nossa trajetória através da vida. O nosso referencial vinculatório jamais desaparecerá; ele está lá no MUNDO RACIONAL. Cabe-nos tomar consciência dessa situação de fato e o Livro no-la dá. É só lê-lo com atenção e persistência, para constatar.

O cultivo das ciências e das artes são manifestações desse sentimento. Traduzem o esforço obstinado da procura da posição de equilíbrio definitivo, da felicidade, em suma, obstinação que caracteriza o ser humano. Esta felicidade realizar-se-á com o retorno á base de partida, o Metauniverso, o MUNDO RACIONAL.

Mostra-nos o Livro, na forma linguística peculiar, com beleza, por vezes poética, que vivemos o século da nossa Redenção. O desenvolvimento da ciência e da filosofia científica contemporânea, a derrocada do misticismo puro, o descrédito geral que paira sobre a velha tábua de valores, a angústia irredutível da humanidade, a descrença generalizada da juventude na ordem até aqui instituída, que a faz procurar novos caminhos; tudo isto preparou e amadureceu a humanidade a humanidade para o reencontro consigo mesma.Esse Livro, grande no conteúdo e simples na forma, mostra-nos que o reencontro acontecerá no conhecer o que é CULTURA RACIONAL, que é a cultura do Metauniverso perfeito de onde viemos.

Como conseguirá a humanidade entrar na Via Racional, que a conduzirá ao destino último? A resposta está no Livro UNIVERSO EM DESENCANTO e é simples como são as grandes verdades.

Lendo e relendo esse Livro, código da verdade, de modo a criar um estado consciente, denominado no Livro, estado de IMUNIZAÇÃO RACIONAL. Neste estado o ser humano passa a ter contacto direto com os Habitantes do MUNDO RACIONAL com os quais estabelecerá diálogo e então, o seu equilíbrio realizar-se-á e isso significará que a morte irá lhe abrir a porta para a Redenção Eterna. Morrer, neste caso, é perder a individualidade para ingressar na vida universal, a eternidade, de que falava o grande biologista inglês, Haldane.

O Livro ainda nos ensina: no mundo em que vivemos, há progresso material, mas a evolução criadora, bem diferente do simples progresso, é apanágio do Metauniverso perfeito de nossa origem. Aqui é o reino da contradição e da injustiça, características do mundo em progresso de deformação e de decomposição. Este mundo é obra dos homens e deverá desaparecer com eles. O homem é senhor do seu destino e as Entidades Supremas, interferem na vida do antimundo, o qual está sob o governo dos homens.

O estudo e o conhecimento deste mundo em que vivemos, nos permite isolar as constantes do Metauniverso, cuja existência é certa, de modo a nos habilitar a compreendê-lo cada vez mais. Passamos assim, a ter consciência clara da nossa posição face ao Cosmo e a vida.

Em vez de partir para explicar o Universo, da existência de um agente criador, o Livro nos revela a existência do objeto criado, o Metauniverso, com toda a sua complexidade. Essa posição é, como não podia deixar de ser, a posição certa do homem da ciência.
Tem-se assim, um supremo princípio postulado, a bem dizer, único. A partir daí, os processos inferenciais da razão, aliados á intuição, nos permitem construir uma imagem da grande realidade que nos é revelada no Livro. Essa é também a posição de Russel: partir do objeto criado e não do criador.

O conhecimento desse Universo Superior, de onde viemos e para onde vamos retornar, é suficiente para satisfazer o desejo humano de explicação dos mistérios da vida.

Os trabalhos da lógica moderna, em que pontificam um Kurt Gôdel, o maior dos lógicos vivos e um Paulo Cohen, homem que resolveu recentemente o célebre problema conhecido no domínio da filosofia, da matemática, como Hipótese do Contínuo, nos permitem dizer que a pergunta: quem criou esse Metauniverso? É desprovida de sentido e não pode ser corretamente formulada pela humanidade e sim, definida de princípio a fim, pelo RACIONAL SUPERIOR, um Ser Superior, do Super Mundo Racional.

A profunda corrente do pensamento filosófico cosmológico que vem dos racionalistas gregos, Tales e Anaximandro, este o maior pensador de seu tempo ( 611 a 545 A.C ) passando por Platão e terminando na cosmogonia intuicionista de Bergson, encontra-se nos seus elementos substanciais, representada nesse Livro singular.

Isso, aliado ao fato de que o Livro nasceu no Rio de Janeiro, da pena de um homem de Cultura Cósmica, que está redigido em linguagem modesta, sem pretensões científicas, lava-nos à convicção de que esse homem é um iluminado e esse Livro, fonte de verdade, é de origem superior.

O Livro faz questão de acentuar: o seu conteúdo não é ciência nem filosofia nem religião e sim, um conhecimento natural, quer dizer, intrínseco ao huno.

A Redenção em linguagem popular, deixa intacta a substância profunda das verdades que anuncia, as quais estão ao alcance imediato dos homens que devem se animar, em benefício próprio, a ler este grande Livro, cuja importância para a humanidade atual é decisiva.

(Fonte: Prospecto Cultura Racional)

 

CONSIDERAÇÕES ACADÊMICAS SOBRE CULTURA RACIONAL

 

2ª Consideração:

Este livro contem uma mensagem dirigida á humanidade. O estilo apologético é vazado em linguagem simples e, por vezes, figurada, sem prejuízo do valor das verdades substanciais que ensina.

Apresenta uma supercosmologia, que parte da existência de um Metauniverso perfeito, a Planície Racional, de onde viemos e para onde retornaremos algum dia. Explica e justifica a existência do universo perecível em que vivemos.

Mostra o caminho a trilhar para atingir o reino do Absoluto, fazendo uso pleno da razão, o que se conseguirá uma vez alcançadas o estado de graça da Imunização Racional.

Nos quadros dessa ciência superior são inseridas a explicação da origem da matéria, do desenvolvimento da vida e do fenômeno da consciência; introduzido o princípio da finalidade, da liberdade e da sobrevivência.

Mostra, ainda, ao desenvolver as suas teses, que não se trata de uma religião: não há uma dogmática imposta pela autoridade, de onde se deduziriam crenças e se estabeleceriam normas de conduta sujeitas a sanções inapeláveis. Há, isso sim, uma percepção direta do Infinito.

Distingue, o livro, a natureza invariante desse Metauniverso, despido de aparências fugazes, caracterizando-o como entidade que “ é “ e não como entidade que “ está sendo”, como no caso do nosso universo deformado da verdade contingente.

O leitor, atento, persistente na reiteração da leitura e culto, encontrará nas páginas deste livro as mais legítimas conquistas do pensamento filosófico e científico de todos os tempos, passando por Platão e terminando nas realização científicas contemporâneas, que, diga-se de passagem, são uma vitória do platonismo.

Eis algumas correlações entre esse pensamento e o conteúdo do livro: Neste o home é vinculado ao universo ( sete sementes ), o qual deverá findar-se com o retorno do último ser humano à sua base de origem, a Planície Racional.

Esse supersubjetivismo encontra-se em Eddington e é abraçado, pode dizer-se, pelos matemáticos e físicos atuais, todos filiados ao platonismo.

Vê-se que o livro sustenta que a vida preexiste ao ser humano; que o corpo e o espírito constituem numa unidade, que permanecerá na outra vida, com nova natureza.

Esta unidade é sustentada por W.James e por B.Russel ( neo-realismo ). O livro introduz a diversificação da eternidade, decompondo-a segundo uma hierarquia. Isso equivale a introdução da diversificação do infinito na ciência hodierna, feita por Gerge Cantor com a sua fabulosa teoria transfinito.

O livro faz uma crítica fundamentada à impotência da razão humana, condicionada pelas imperfeições inerentes ao nosso universo.

Essa insuficiência foi demonstrada pelos trabalhos notáveis de dois grandes vultos da ciência formal moderna, Kurt Gõdel e Paulo Cohen, quando provaram a existência dos indescidíveis.

(Fonte: Amarelão 02)

A continuação desses esclarecimentos e de outros mais estão contidos nos Livros UNIVERSO EM DESENCANTO.

 

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